quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sapo-parteiro-comum | Common midwife toad (Alytes obstetricans)




EXIF


1/250s, f/9, ISO 100
Mode: M, Meter: Partial, No Flash, Manual WB
Focal: 180mm
Canon EOS 7D
SIGMA 180mm 3.5 Macro


Quando no final de 2011 organizei o projecto “Alentejo Selvagem”, defini que seria impossível durante o tempo do projecto registar em fotografia todas as espécies que ocorrem no território alentejano, mas esse não era o objectivo principal - o objectivo fundamental era registar através da "minha objectiva" as espécies mais emblemáticas e marcantes de uma das regiões mais selvagens do nosso país. Nesse sentido, uma das espécies de anfíbios que se tornou imediatamente obrigatória foi o Sapo-parteiro-comum (Alytes obstetricans). Este sapo não é propriamente uma espécie característica ou amplamente disseminada pelo território alentejano, mas tem como curiosidade o facto de o único local onde ocorre a sul do Tejo ser na Serra de São Mamede, local onde realizo a maioria das minhas incursões na procura de anfíbios e répteis.




EXIF

1/20s, f/5.6, ISO 160, +0.3Ev
Mode: A, Meter: Matrix, Flash, Manual WB
Focal: 180mm
Canon EOS 7D
SIGMA 180mm 3.5 Macro
2 Flashes

A primeira parte da metodologia passou por definir, através do habitat da espécie, locais para a sua observação dentro do Parque Natural da Serra de São Mamede. Sendo uma espécie que ocupa uma grande variedade de habitats, desde zonas rochosas de montanha até campos agrícolas e inclusivamente algumas áreas urbanas, percebi que seria preferível delimitar a procura aos locais a que habitualmente está associado, nomeadamente ribeiros, charcos, e lagos de montanha.
Nos dias de maior humidade, comecei a sair rotineiramente para zonas pedregosas com massas de água permanentes localizadas a norte do P. N. de São Mamede, levantando pedras e troncos caídos durante o dia e percorrendo caminhos e estradas secundárias durante a noite. As saídas nocturnas, as mais duras, duravam algumas horas que ocupava com caminhadas curtas na orla dos ribeiros ou então num sucessivo pára/arranca da minha viatura por quilómetros e quilómetros da metade norte do PN de São Mamede, muito por culpa das centenas de Sapo-corredor e Sapo-de-unha-negra que ia observando. É certo que fui encontrando muitas outras espécies que completaram e enriqueceram o meu projecto, mas do Sapo-parteiro-comum nunca tive sinal.  Após todas estas técnicas, comecei a perceber que uma tarefa que inicialmente considerava árdua, estava a tornar-se impossível nos locais onde procurava. Fora do âmbito do projecto, cheguei a procurar a espécie em lagos e cursos de água na Serra da Estrela mas também sem sucesso.



EXIF


1/125s, f/4.5, ISO 160
Mode: M, Meter: Partial, No Flash, Manual WB
Focal: 180mm
Canon EOS 7D
SIGMA 180mm 3.5 Macro


Neste momento, pelas cargas de frustração a que fui sendo submetido, toda a minha motivação na “busca” desta espécie estava meio adormecida e relegada para segunda prioridade. E eis senão quando – porque esta história teria que ter um “eis senão quando” para ter algum interesse – há poucos dias encontrei um exemplar do Sapo-parteiro-comum que se encontrava – e esta é a parte interessante – dentro da casa dos meus pais, no cesto da lenha de apoio à lareira. Quando o identifiquei não percebi muito bem se me deveria sentir com sorte ou arrasado pelo fracasso de o procurar em locais tão inusitados sem sucesso e acabar por encontrá-lo debaixo do meu nariz.

5 comentários:

jaygum_photo disse...

ih ih ih ih . é das melhores. vou procurar a bonelli no cesto da sala.

adriana cláudia disse...

:P

Que sorte!
E ele ali...bem debaixo do nariz..todo o tempo à sua espera.

Jorge Casais disse...

:)
que sorte
o longe às vezes está bem mais perto do que pensamos

abração

Brites dos Santos disse...

Fotos de grande qualidade.
Tomei a liberdade de incluir o seu link no meu Blog:
http://britesfotos.blogspot.pt/

nelaleonardo disse...

fotos maravilhosas...adoro.