domingo, 27 de maio de 2012

Rouxinol-grande-dos-caniços (Acrocephalus arundinaceus) Great Reed Warbler



 EXIF

1/320s, f/8, ISO100
Mode: A, Meter: Spot, No Flash, Manual WB
Focal: 500mm
Canon EOS 7D

Tinha planeado a minha manhã, dividindo-a em duas partes. Na primeira, dedicar-me-ia com o Hidrohide à procura de espécies que habitam nos caniços e tabuais, como o Caimão e o Garçote.   E a segunda parte, montar o abrigo fixo ao lado dos caniços e tentar fotografar o Rouxinol-grande-dos-caniços que já tinha identificado numa observação anterior.

O Caimão apenas o ouvi no meio de uma ilha intransponível de vegetação e o Garçote voou entre as margens, à minha frente, numa clara provocação de quem não estava para retratos.




EXIF

1/640s, f/8, ISO100, -1.7Ev
Mode: A, Meter: Matrix, No Flash, Manual WB
Focal: 403mm
Canon EOS 7D

Contudo, na chegada à albufeira, perto das 5:10 H da manhã (ainda de noite) já se fazia ouvir este rouxinol que é na verdade a maior das felosas. Com o insucesso das outras espécies, experimentei ligar nas colunas o som do Rouxinol, na expectativa de o observar. Apesar de ser bastante audível, a sua observação já não é tão fácil uma vez que raramente saem do interior dos caniços, onde nidificam e se alimentam. 



 EXIF

1/60s, f/8, ISO100, -1Ev
Mode: A, Meter: Matrix, No Flash, Manual WB
Focal: 370mm
Canon EOS 7D

Passando por vários conjuntos de caniços alguns animais responderam mas não se aproximaram até que cheguei a uma das extremidades da albufeira e este simpático individuo começou a aproximar-se rapidamente e de uma forma bastante tolerante. Quando dei por ele estava agarrado aos caniços que coloquei por cima do Hidrohide para o camuflar. Resolvi tirar o som e o animal continuava agarrado ao Hidrohide como se passeasse pela albufeira apanhando uma boleia. Voltei a meter o som e pousou-me na lente. Coloquei-me numa das extremidades do conjunto de caniços na esperança que ele abandonasse a minha "embarcação" e optasse por uma das canas que estava mais isolada. Nada.




 EXIF
1/320s, f/8, ISO100, -0.3Ev
Mode: A, Meter: Spot, No Flash, Manual WB
Focal: 370mm
Canon EOS 7D

Passaram-se largos minutos, o animal não me deixava e o meu objectivo não era cumprido porque o animal estava sempre perto. Demasiado perto. A solução passou por apanhar um tripé no carro, colocá-lo dentro de água e prender as colunas à cabeça do tripé, cobrindo-as com caniços. E finalmente o meu Hidrohide ficou mais leve e pude começar a realizar as imagens desejadas.



EXIF

1/200s, f/8, ISO100, -1.7Ev
Mode: A, Meter: Matrix, No Flash, Manual WB
Focal: 500mm
 Canon EOS 7D

Quando acabei de fotografar o animal já há muito tempo que tinha desligado o som das colunas e ainda assim, subiu novamente para cima do Hidrohide e acompanhou-me numa centena de metros. Não pude deixar de registar a cara de dois pescadores experientes que olhavam boquiabertos para o Hidrohide com um pássaro pendurado e exclamavam: "Oh Zé, tens que vir ver isto!"



EXIF

1/1000s, f/8, ISO500, -2Ev
Mode: A, Meter: Matrix, No Flash, Manual WB
Focal: 500mm
Canon EOS 7D

4 comentários:

Tânia disse...

Que aventura :-) Era um rouxinol destemido, hehe! Ainda bem que não se importou de posar porque ficou muito bonito nesta excelente série fotográfica.

Tiago Batista disse...

uauuu :O Belo! Parabéns!

Agostinho Gomes disse...

Mas foste devidamente recompensado pelo esforço!!! magnificas fotos!

Avtoprokat disse...

I am so glad i found your site. Fantastic photos - thank you!!